6.12.08

ECO/UFRJ sedia em dezembro o Fórum Livre de Direito Autoral

A Escola de Comunicação da UFRJ promoverá, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o "Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum", em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e Rede Universidade Nômade.

O Fórum se propõe a ampliar as discussões sobre os impasses da atual legislação de propriedade intelectual, buscando compatibilizar a proteção legal dos direitos com o acesso a cultura, num cenário de mudanças sociais e tecnológicas que subverte as relações tradicionais com o direito autoral.
Participam do Fórum alguns dos maiores especialistas nas mutações do capitalismo contemporâneo, como o italiano Antonio Negri e o norte-americano Michael Hardt, autores de "Império" e "Multidão". O tema dos "commons" e as mutações na propriedade intelectual no Capitalismo Cognitivo atravessam os debates.
A Cultura do compartilhamento e da cópia, o uso educacional e não-comercial de filmes, livros e música, o direito de acesso aos bens culturais, a criminalização dos consumidores, as novas formas de negócios "abertos", o domínio público, as novas formas de licenciamento e de remuneração do autor e os impasses e desafios para criadores, produtores e consumidores de cultura e seus agentes serão debatidos por teóricos, professores universitários, advogados, líderes de movimentos sociais e empresários, estudantes de Comunicação, Direito, Economia, criadores, etc.

> saiba mais

12.10.08

Colóquio Processos de Formação: Pesquisa em Educação e Suas Interfaces

Dia 24/10/2008 - 09:00 às 18:00

- Inscrições Gratuitas: de 22 de setembro a 10 de outubro, com envio de resumos de 22 de setembro a 17 de outubro, sem envio.
- Inscrições são feitas pelo e-mail
coloquiogepifor@yahoo.com.br.
- Local: Faculdade de Educação UFF, Campus do Gragoatá, Bloco D, Sala Paulo Freire, 318, São Domingos, Niterói.


- Inscrições - Ouvintes: de 01/09 a 04/11

26.8.08

Projeto: O MOVIMENTO DE CINECLUBISMO NA BAIXADA FLUMINENSE
Autor: HANNY SARAIVA FERREIRA
Orientador: SILVIA PIMENTA VELLOSO ROCHA
Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO E CULTURA

25.8.08

Projeto: TABUS DA PROFISSÃO DOCENTE E SEUS REFLEXOS NOS DISCURSOS E ESCOLHAS PROFISSIONAIS DOS ESTUDANTES DE GEOGRAFIA
Autor: GISELE LOPES GUERRA
Orientador: HENRIQUE GARCIA SOBREIRA
Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO, ESCOLA E SEUS SUJEITOS SOCIAIS

20.8.08

Projeto: O PROCESSO SAÚDE E DOENÇA NA BAIXADA FLUMINESE: UMA VISÃO CRÍTICA DO TRABALHO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
Autor: FABIO ARAUJO DE SOUZA
Orientador: ISABEL BRASIL PEREIRA
Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO E CULTURA

Projeto: A FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM PROJETOS DE EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA: O CASO DO PRÉ-VESTIBULAR COMUNITÁRIO PROF. WELLINGTON RICARDO
Autor: MARCELO DUARTE DE ALMEIDA
Orientador:
HENRIQUE GARCIA SOBREIRA.
Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO, ESCOLA E SEUS SUJEITOS SOCIAIS

Projeto: PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO NA PRODUÇÃO DE VÍDEOS COMUNITÁRIOS EXISTENTES NAS PERIFERIAS
Autor: NOALE DE OLIVEIRA TOJA
Orientador: MAURO JOSÉ REGO
Linha de Pesquisa: EDUCAÇÃO E CULTURA

Projeto: FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS E PEDAGÓGICOS DO MÉTODO PRÉ-FIGURATIVO DE H. J. KOELLREUTTER: ARTICULAÇÕES PRELIMINARES
Autor: PEDRO DE ALBUQUERQUE ARAUJO
Orientador: MAURICIO DE ALBUQUERQUE ROCHA
Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO E CULTURA

Projeto: DO ESTADO DE POESIA À RUPTURA: AS CONTRIBUIÇÕES DO MOVIMENTO MODERNISTA AO IDEÁRIO DE CULTURA BRASILEIRA
Autor: RAQUEL MARIA DE OLIVEIRA MEDEIROS DE MELO
Orientador: MAURICIO DE ALBUQUERQUE ROCHA

Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO E CULTURA

Projeto: O ENSINO COMO ARENA DO “CONHECIMENTO”. REPENSANDO A EDUCAÇÃO NUM CENÁRIO MIDIATIZADO
Autor: RICARDO JOSÉ DE MOURA
Orientador: MAURO JOSÉ SÁ REGO COSTA
Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO E CULTURA

Projeto: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA VIOLÊNCIA URBANA POR ALUNOS E PROFESSORES DE UMA ESCOLA PÚBLICA NUMA FAVELA DO RIO DE JANEIRO
Autor: SAMANTHA OLIVETI DE GOES
Orientador: SILVIA PIMENTA
Linha de pesquisa: EDUCAÇÃO E CULTURA

13.8.08



A Jornada Natureza-Cultura é uma iniciativa das duas Instituições Públicas de Ensino Superior da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro - FEBF/UERJ e IM/UFRRJ e será realizada na FEBF/UERJ na segunda, 1 de setembro de 2008

> blog da jornada

9.2.08

Entre fetichismo e sobrevivência: o artigo científico é uma mercadoria acadêmica?

Luis David Castiel; Javier Sanz-Valero; Red MeI-CYTED

RESUMO

Discutem-se possíveis significados da intensa preocupação vigente nos âmbitos acadêmicos com a idéia de produtividade em pesquisa que se reflete em um excesso de artigos publicados em várias revistas científicas. A contabilização numérica de artigos publicados por investigadores em revistas científicas de reconhecido status acadêmico serve para legitimar acadêmicos nos seus campos de atuação de várias formas. Nesse sentido, sugere-se que o artigo científico assume aspectos de mercadoria como fetiche, segundo a teorização do valor de uso/valor de troca de Marx e do valor de exposição de Benjamin. Ao mesmo tempo, utilizam-se as idéias biológicas de seleção/evolução como elementos metafóricos constitutivos do "darwinismo bibliográfico". Há referências quanto à possibilidade de grande parte das preocupações bibliométricas vigentes servirem como instrumentos de análise econométrica para, sobretudo, orientar e aperfeiçoar análises de custo-efetividade em investimentos em pesquisa de várias ordens e tipos sob o ponto de vista de seu retorno econômico.

Leia mais

21.11.07

1º Forum Nacional de Rádios Públicas

21 a 23 de novembro de 2007 no Rio de Janeiro

Representantes de diversos segmentos da radiofonia pública vão se reunir no Rio de Janeiro para debater o futuro do setor. Especialistas do Brasil e de diversos países vão discutir os rumos e os desafios a serem enfrentados para a construção de um sistema nacional de rádios públicas.

> acesso à publicação do evento [usar o IE - a publicação não roda no Firefox]

> palestras online











16.11.07

Seminário Internacional Constituiçãodo Comum: Cultura e Conflito no Capitalismo Contemporâneo

Seminário realizado na ECO - UFRJ em maio de 2007

[clique nos elos para assistir os vídeos]

28/05
Capitalismo Cognitivo, Dinâmicas Metropolitanas e Novas Formas de Conflito
Maurizio Lazzarato (Univ. de Paris), Raul Sanchez (Univ. Nômada/Espanha), Thierry Baudouin (CNRS/França) e Giuseppe Cocco (UFRJ).

28/05
O Comum, para além do Mercado e do Estado: o embate da TV Digital
Fábio Malini (UFES), Marcos Dantas (PUC), Rodrigo Guéron (UERJ), Sérgio Amadeu (Cásper Líbero) e Paulo Lima (Rits) debaterão sobre o tema: TV digital.

29/05
Lutar e produzir: Cidade Ocupada
Barbara Szaniecki (PUC/RJ, Gerardo Silva (LabTec/UFRJ, Maria dos Camelôs, Michèle Collin (CNRS/França) e Pepe Bertarelli.

30/05
Desafio para uma nova proteção do trabalho: salário mínimo e renda universal
Andrea Fumagalli (Univ. de Pavia/Itália), Artur Henrique da Silva Santos (Cut), Giuseppe Cocco (UFRJ), Yann Moulier Boutang (Univ. Compiège/França) e José Lima (Cut/RJ)

Periferias Globais: Economia, Estética, formas de vida
Écio de Salles (ECO/UFRJ), Ivana Bentes (ECO/UFRJ), Paulo Vaz (ECO/UFRJ), Rodrigo Araújo(Coletivo Bujari) e Fernanda Bruno (ECO/UFRJ)

30/05
A lógica do capitalismo cognitivo
Antoine Rebiscoul (Goodwill Company), Henrique Antoun (ECO/UFRJ), Paulo
Henrique de Almeida (UFBA), Yann Moulier Boutang (Univ. Compiège/França) e Ruth Reis (UFES)




22.9.07

A Idade da Terra

Jece Valadão em A Idade da Terra [1980]

Veneza redime a última obra de Glauber Rocha

por Carlos Helí de Almeida para o Jornal do Brasil, 8 de setembro de 2007


VENEZA, Itália. A atriz Ana Maria Magalhães não guarda boas lembranças da última vez que esteve em Veneza. Ela integrou a pequena comitiva que veio acompanhar a exibição de A idade da Terra, o último filme dirigido por Glauber Rocha (1932-1981), na competição do festival, em 1980. O diretor baiano reagiu furiosamente ao massacre da crítica e à não premiação do longa-metragem, agredindo verbalmente a organização do evento, os jurados e os vencedores da disputa (Louis Malle e John Cassavetes), em episódio que anulou suas intenções de estabelecer bases na Europa [...] A homenagem italiana ganhou o reforço de Anabazys, dirigido por Joel Pizzini e Paloma Rocha, filha do diretor, selecionado para a mostra competitiva Horizontes Doc. É um documentário que investiga as motivações estéticas e políticas que inspiraram a realização de A idade da Terra. No filme de Glauber, Jece Valadão, Tarcísio Meira, Antônio Pitanga e Geraldo Del Rey interpretam, respectivamente, um Cristo Pescador, um Cristo Conquistador Português, um Cristo Negro e um Cristo Guerreiro de Ogum de Lampião, que simbolizam os quatro Cavaleiros do Apocalipse que ressuscitam o Cristo do Terceiro Mundo ... leia mais

> trecho do filme


> A Idade da Terra volta a Veneza

> Tempo Glauber

> Dossiê A Idade da Terra ... revista Contracampo nº 74 . agosto 2005

20.6.07

I Fórum Nacional de TVs Públicas

história da TV brasileira

18.6.07

Antonio Negri & Gilberto Gil

17.6.07

Hélio Oiticica: Parangolés

II Fórum de Estudantes de Origem Popular no Rio de Janeiro

Nos dias 25 e 26 de junho, estudantes de origem popular das universidades federais do Rio de Janeiro, pré-vestibulandos, secundaristas, professores, estudantes universitários e integrantes de movimentos sociais estarão discutindo na UNIRIO as Políticas de Ações Afirmativas de Acessos e Permanência nas Instituições de Ensino Superior.

> veja o folder do evento . frente e verso

16.6.07

Oficina Comunicação e Violência

sábado, 30 de junho de 2007 - das 9 horas às 18 horas

módulo 1 – abertura – Trajetória da Rede: a importância da comunicação para a visibilidade dos casos e para a continuidade da luta contra violência policial Juliana Farias (Comissão de Comunicação da Rede de Comunidades e Movimentos contra Violência)
módulo 2 – Rádios Comunitárias como parceiras
Parte 1: (9:20h às 12horas) Romano (Artista Plástico); Wallace Hermann Jr. (Pontocomsaude/Rádio Bicuda); Intervalo (Almoço) – 12 horas às 13 horas
módulo 3 – Áudio Visual
Parte 1: Projeção de fotografias - Ratão Diniz (Imagens do Povo e CEASM)
Parte 2: Relato de experiência (13 horas às 14 horas) - Vik Birkbeck (cineasta / Estação Virtual)
Parte 2: oficina prática e avaliação dos resultados (14 horas às 18 horas) - Vik Birkbeck (cineasta / Estação Virtual)

local: UERJ/FEBF – General Manuel Rabelo, s/n, Vila São Luís – Duque de Caxias
Linhas de ônibus: (do centro do Rio) Central – Vila São Luis (Viação Reginas)
(do centro de Caxias) 25 de Agosto – Periquito Variante (Viação Reginas) e 21 de Abril (Viação Fábios)

> confirmar sua presença através do e-mail: comunicacao.rede@gmail.com
ou do telefone 2210-2906 (4a e 6a, das 14h às 18h).

> cartaz e convite

27.5.07

Transmissão On Line do Seminário “Constituição do Comum”

Assista no site do Telejornal Online da Escola de Comunicação da UFRJ, de 28/05 a 01/06, a transmissão ao vivo do Seminário “Constituição do Comum”: cultura e conflitos no Capitalismo Contemporâneo, que começa nesta segunda, 28 de maio, no Rio. Realização da Programa Cultura e Pensamento 2007 do MinC/Fapex com a Rede Universidade Nômade em parceria com Escola de Comunicação da UFRJ, LabTec, Curso de Comunicação da UFES, CNPq
O Encontro reunirá cerca de 40 cientistas políticos, ativistas, artistas, pesquisadores brasileiros e estrangeiros para discutir temas como: o capitalismo cognitivo, a renda de existência, as redes de produção cultural, a crise da mídia massiva, o precariado cognitivo, a comunicação colaborativa, urbanismo, trabalho, racismo, as estéticas da mutidão, as periferias globais e a TV digital.
A entrada é franca. Os interessados em obter certificado devem fazer sua inscrição por correio eletrônico ou pela página da ECO-UFRJ
Todas as palestras serão realizadas no Auditório do CFCH, no Campus da Praia Vermelha. Av. Pasteur, 250 Praia (tel. 021 38735067 e 021 22959449).

> publicação eletrônica do Seminário

15.5.07

Dossiê Economia da Cultura, Cinema e Sociedade

O Dossiê Economia da Cultura, Cinema e Sociedade é um projeto fomentado pelo Programa Cultura e Pensamento 2006, realização do Ministério da Cultura (Minc) e Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão - FAPEX com patrocínio da Petrobras. Foi selecionado na modalidade "Projetos Editoriais de Debate em Periódicos Eletrônicos" e desenvolvido sob a responsabilidade da Revista Eletrônica de Economia Política das Tecnologias, da Informação e da Comunicação (Eptic), coordenada pelo professor César Ricardo Siqueira Bolaño (UFS).
O Dossiê reúne textos de uma quantidade expressiva de acadêmicos e profissionais, oferecendo diferentes pontos de vista e elementos de análise e crítica que nos sirvam para entender o novo papel do cinema nas nossas sociedades.
Eptic Online é uma revista eletrônica, criada em 1999, vinculada à rede de Economia Política das Tecnologias da Informação e da Comunicação (Eptic), do Observatório de Economia e Comunicação (Obscom), da Universidae Federal de Sergipe (UFS), que conta com o apoio do CNPq. A revista, avaliada como nacional nível A pela CAPES, conta com um conselho editorial internacional e tem tido importante repercussão no âmbito acadêmico de paises de língua portuguesa e espanhola, principalmente, sendo conhecida internacionalmente no campo das Ciências da Comunicação. Sua periodicidade é quadrimestral, tendo sido publicada, até hoje, sem interrupção, incorporando contribuições dos principais acadêmicos do campo da Economia da Comunicação, da Informação e da Cultura, do Brasil e dos principais paises da Europa e América Latina.

As Edições especiais da Revista Eptic On Line e estão disponíveis aqui . Volume 1 . Volume 2

Seminário internacional Constituição do Comum - Cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo

O Seminário internacional Constituição do Comum - Cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo é um projeto do Programa Cultura e Pensamento 2007 do Ministério da Cultura que acontecerá em várias capitais brasileiras.

No Rio de Janeiro o evento ocorrerá no Auditório do CFCH - campus da UFRJ na Praia Vermelha de 28 de maio a 1 de junho de 2007 e contará com a participação de Peter Pál Pelbart, Maurizio Lazzarato, Yann Moulier Boutang, Sergio Amadeu, Paulo Vaz, Ivana Bentes, Henrique Antoun e Giuseppe Cocco entre outros.

> publicação eletrônica do evento
> folder do evento no Rio . frente . verso

13.5.07

Encontro Brasileiro de Educomunicação

Estadão. 10/05/07
Realizado em S. Paulo o Encontro Brasileiro de Educomunicação, iniciativa do Jornal da Tarde em parceria com o Núcleo de Comunicação e Educação (NCE-USP) e com o Comitê Gestor da Lei Educom da Prefeitura de São Paulo.
O evento - que durante dois dias lotou o auditório do Grupo Estado, na Capital - foi marcado pela integração entre representantes das secretarias municipal e estadual de Educação, repórteres mirins, ONGs, pesquisadores acadêmicos e 200 educadores que debateram a Educomunicação. leia mais

Núcleo de Educação e Comunicação da USP

2.5.07

Sobre pesquisadores e andorinhas [e "o fim da era Einstein"]

Folha de S. Paulo, caderno mais, 29/04/07

RENATO MEZAN
psicanalista e professor titular da PUC/SP.

Estudiosos da área de humanas devem ir à luta e provar a consistência de suas disciplinas em comparação com as outras ciências

Se o Senhor se candidatasse hoje a uma bolsa de pesquisa, com certeza não a conseguiria: publicou apenas um trabalho -que não é em inglês, não apareceu em revista indexada nem foi avaliado por pares; o texto fala de experimentos com seres humanos não submetidos a nenhum comitê de ética (entre outros, extrair costelas sem o consentimento informado do paciente); irritado ao verificar que seus sujeitos não se comportavam como previra, afogou todos sem a menor cerimônia... Eis o que me veio à mente ao ler, no Mais! de 15/4, o artigo de Marcelo Leite "O Fim da Era Einstein".
Diz o jornalista, em síntese, que dos anos 1950 para cá mudou drasticamente o modo de produzir ciência: no lugar do intelectual trabalhando isoladamente, surgiram os "grupos de pesquisa", o que se traduz no fato de a maioria dos artigos ser assinada por vários autores.
Nas ciências experimentais, essa é a regra; nas sociais, o trabalho de autor único, que antes predominava, hoje responde por apenas metade da produção. Artigos coletivos tendem a ser mais citados por outros pesquisadores que os de autoria individual, o que sugeriria que seu interesse para o campo é maior. Conclusão: "Já não se fazem mais einsteins como antigamente" -ou seja, o pesquisador isolado está em via de entrar para o museu.

Nem tudo que reluz é ouro
Que pensar desses dados? Em primeiro lugar, que supõem uma unidade de método entre as várias ciências que simplesmente não existe. Método aqui alude tanto aos procedimentos de seleção e coleta dos elementos de uma pesquisa quanto ao modo de os analisar.
Ora, os vários tipos de ciência não operam com os mesmos métodos, pela boa e simples razão de que seus objetos diferem profundamente uns dos outros.
É impossível trabalhar experimentalmente com idealidades matemáticas, com populações na casa dos milhões ou com um documento medieval -e nem por isso a geometria, a sociologia ou a história deixam de ser disciplinas rigorosas.
Entre as diferenças pertinentes nesse plano, quero deter-me em uma cujas conseqüências tanto epistemológicas quanto acadêmicas são de vulto: nas ciências naturais, a singularidade da amostra não tem importância nenhuma -a taxa de colesterol ou o fator RH são idênticos em todas as gotas de sangue de um indivíduo- enquanto nas humanas tal singularidade é precisamente aquilo que define o objeto.
Como então chegar a conclusões de caráter geral? É que no objeto das ciências humanas convivem, inextricavelmente conjugados, traços únicos e traços comuns ao gênero. Dissecá-lo em sua individualidade traz conhecimento sobre ele, é claro, mas também sobre a categoria ou categorias a que pertence.
O "Homem dos Ratos" é esse indivíduo, e o estudo de Freud utiliza fatos de sua biografia para esclarecer por que sua obsessão se refere a ratos, e não a aranhas.
Mas o que se aprende investigando o inconsciente de Ernst Lanzer concerne também à neurose obsessiva (nível do gênero).
Mais ainda: um fato psíquico como a onipotência do pensamento, colocado em evidência por esse estudo, se encontra presente em muitas outras situações, inclusive coletivas (superstição, magia).
Devido a tais características, esse tipo de objeto é perfeitamente abordável por um único pesquisador, que pode passar anos estudando-o a fundo e publicar seus achados numa obra individual.
Numerosos estudos que marcaram época em ciências humanas tinham como base um domínio muito estreito de fatos -mas a forma com que seus autores os trabalharam e as teorias que formularam a partir deles determinaram conseqüências de grande alcance.
Outro fator a ser lembrado é que, se em qualquer disciplina descobertas pontuais podem ser realizadas por pesquisadores trabalhando em conjunto, a história das ciências mostra que as idéias seminais e as grandes sínteses costumam surgir na cabeça de uma única pessoa.
Os motivos disso têm a ver com a psicologia da descoberta e da invenção, o que extrapola os limites deste artigo.
A verdade é que o impacto de um trabalho nada -repito, nada- tem a ver com o fato de ter sido gestado por um ou por vários pesquisadores: é função do seu conteúdo e das condições do campo (por exemplo, se confirma ou contradiz as teorias aceitas no momento).
Aliás, o pesquisador "isolado" trabalha mesmo isolado? Certamente não: gerar conhecimento é um empreendimento coletivo, e mesmo quem não faz parte de grupo algum está sempre dialogando com seus pares e pensando a partir do que produzem.
Por outro lado, é fato que os avanços decisivos no saber tendem a ser fruto dos labores de gente que passou anos debatendo-se com um conjunto de problemas e meditando sobre os modos de o resolver -os "einsteins" de Marcelo Leite.

Artigos x livros
Os exemplos não faltam: "Curso de Lingüística Geral" (Saussure), "As Estruturas Elementares do Parentesco" (Lévy-Strauss), "O Capital", "Casa Grande e Senzala", "A Psicanálise da Criança" (Melanie Klein) e dúzias de outros nas mais variadas esferas das humanidades.
A relação acima sugere que, em ciências humanas, as obras marcantes são freqüentemente livros que sintetizam anos de trabalho paciente.
Por que então essa adoração fetichista pelo "artigo em revista indexada"? A avaliação dos pares é decerto importante -mas não precisa ser realizada antes da divulgação de um texto.
O fato de um trabalho vir à luz neste ou naquele formato nada tira do seu valor -nem o aumenta. Ele será avaliado pelos pares quando estes o citarem, quando o comentarem em resenhas, quando o adotarem em seus cursos, quando debaterem com o autor nos periódicos científicos ou em congressos e de mil outras formas. O que não presta acaba sendo relegado ao que Marx chamava, sarcasticamente, "a crítica roedora das ratazanas"; a seleção natural dos bons trabalhos culmina com sua transformação em clássicos, referência obrigatória na área.
Os cientistas experimentais se espantam com o fato de um doutorado na área das humanidades levar quatro ou cinco anos para ser escrito.
Isso, porém, nada tem de extraordinário. O essencial da pesquisa em ciências naturais não se dá no texto, mas no laboratório, e portanto ele pode ser sucinto sem prejudicar a compreensão.
Já nas ciências humanas temos que construir o objeto diante dos olhos do leitor: recortar o problema, montá-lo com cuidado, dar conta de leituras anteriores etc. O contexto no qual a questão faz sentido precisa ser apresentado com algum detalhe, para que possa ser avaliada a pertinência da leitura proposta.
Tudo isso exige um processo de reflexão mais lento e mais tortuoso do que no artigo-padrão de ciências naturais -e é por isso que as teses têm várias centenas de páginas e levam anos para ser elaboradas.
Uma última observação. É freqüente ouvirmos pesquisadores em ciências humanas se queixarem de que os colegas das "hard sciences" não consideram as áreas humanísticas como "científicas", o que acarreta conseqüências dramáticas no momento de atribuir verbas e bolsas.
Mas o que nós fazemos para modificar tal situação?
Se me é permitida uma sugestão, deveríamos deixar de lado essa atitude lamentosa e ir à luta: debater no terreno epistemológico, demonstrar de forma inequívoca que nossas disciplinas têm consistência, independentemente de os trabalhos saírem em forma de artigo, de capítulo ou de tratado ou do número de autores que os assinam.
Somente com firmeza no combate ao monismo epistemológico poderemos provar que, se uma andorinha só não faz verão, um bando delas tampouco faz a chuva e o bom tempo.

....................................................................

O FIM DA ERA EINSTEIN
Folha de S. Paulo, 15/04/07

MARCELO LEITE
autor do livro "Promessas do Genoma" (Editora da Unesp, 2007)
e responsável pelo blog Ciência em Dia

Pesquisador hoje é mais chefe de equipe do que um intelectual

No imaginário comum realimentado pela indústria cultural, ciência é obra de indivíduos geniais. Alguns deles, descabelados e irreverentes a ponto de mostrar a língua para um fotógrafo profissional. Esse tempo acabou. No campo das ciências naturais, o pesquisador é hoje mais chefe de equipe do que intelectual. Especializados até o limite da idiotia, poucos deles alcançariam a estatura de um Albert Einstein na carta para Franklin Roosevelt, de 2 de agosto de 1939, pedindo atenção para a fissão nuclear.
Da década de 1950 para cá, pelo menos, o modo de produzir ciência mudou basta por vários motivos. Com a bomba atômica nasceram a Big Science e projetos como Apollo, Genoma, LHC (acelerador de partículas multinacional) e Iter (reator internacional de fusão nuclear). Até o Brasil teve os programas genoma (Xylella) e LBA (atmosfera-biosfera da Amazônia). Sua marca registrada são custos na casa dos milhões e artigos assinados por dezenas ou até centenas de autores. Nunca se falou tanto em "rede".
Tudo isso é sabido por quem convive com a pesquisa realmente existente, em especial no campo das chamadas ciências "duras" (experimentais). Persistiam, no entanto, duas dúvidas: uma, se o fenômeno é comum a todos os campos; duas, se com ele se produz melhor ou pior ciência. Não são perguntas fáceis de responder. Três estudiosos da Northwestern University (Illinois, EUA) decidiram enfrentá-la com chumbo grosso. Stefan Wuchty, Benjamin F. Jones e Brian Uzzi obtiveram sua munição no paiol da ISI/Web of Science, empresa que compila dados sobre produção científica desde 1955.
A amostra tem alto calibre: quase 20 milhões de artigos, cobrindo cinco décadas. Com base nela produziram um estudo publicado eletronicamente anteontem pelo periódico científico "Science" (www.sciencexpress.org), sob o título "A Crescente Dominância das Equipes na Produção do Conhecimento". Primeiro, mostraram que a tendência para aumento do número médio de autores por artigo é generalizada.
Na área de ciências naturais e engenharias, por exemplo, saltou de 1,9 para 3,5 no prazo de 45 anos. Até aí morreu Neves, diria um brasileiro, pois são setores em que o uso de infra-estrutura grande e cara é mais comum. Mesmo no campo amplo de todas as ciências sociais (psicologia, economia, sociologia etc.), onde a média anda pelas duas assinaturas por artigo, o percentual de textos com autor único decaiu de 82,5% para 48,5% entre 1955 e 2000. Só artes e humanidades ainda resistem, com mais de 90% dos trabalhos solo. E a qualidade, cresceu junto com a quantidade de cérebros envolvidos?
Sim, responde o trio, mas usando uma medida diante da qual alguns torcem o nariz: número de citações por artigo. Embora possa ser distorcida por "n" fatores, a começar pela prática da autocitação (que tende a crescer com o número de autores), essa quantificação é em geral aceita como um indicador razoável da qualidade de um trabalho. O raciocínio é que o estudo citado mais vezes contribuiu mais para o avanço do conhecimento.
Wuchty, Jones e Uzzi verificaram que a média de citações angariadas é tanto mais alta quanto mais autores tiver uma pesquisa publicada. Mesmo expurgando as autocitações, a relação se mantém. Ela também sobrevive quando a amostra fica restrita àqueles trabalhos de impacto excepcional, ou seja, com mais de mil citações. "Abstract" da ópera: não se fazem mais Einsteins como antigamente.

30.4.07

Pesquisador defende discussão política sobre aplicação de recursos para cultura

Agência Brasil . 29/04/07

Alessandra Bastos

Brasília - O Ministério da Cultura lançou, na semana passada, dois livros com análises críticas sobre a política cultural brasileira e sobre a cultura na economia do país. O trabalho foi feito pelo pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Frederico Barbosa da Silva, que estuda o assunto há três anos e conversou com a Agência Brasil.

Agência Brasil: Qual as principais mudanças nas políticas culturais da década de 90 pra cá?

Frederico Barbosa: O principal da década de 90 foi sair daquela grande crise das articulações das instituições culturais pelo governo Collor. A principal política foi articular um sistema de financiamento, principalmente por meio dos incentivos fiscais. Ao mesmo tempo, as instituições que são financiadas pelos recursos orçamentários foram se consolidando, fazendo reajustes internos e suportando a escassez de recursos.

ABr: O que é preciso hoje para democratizar a cultura?

Barbosa: É preciso primeiro decidir se esses recursos serão apenas direcionados à arte ou se vão construir um sistema de fomento para aqueles artistas de segmentos de arte que não têm acesso e recursos via empresas. Vai ser direcionado para que segmentos? Aqueles que já têm uma celebração do mercado, ou vai haver algum tipo de estratégia para também fomentar aqueles que não têm esse respaldo? É preciso uma discussão política sobre o direcionamento dos recursos, integrar os incentivos fiscais às políticas.

ABr: Um maior alcance dos programas e das leis já existentes?

Barbosa: Isso. Porque a decisão do investimento do Mecenato [incentivo fiscal, patrocínio] é da empresa, tem alcance restrito. A decisão do setor público é incentivar aquelas empresas que têm vocação nacional a deslocar recursos para outras regiões, deslocar recursos daqueles municípios que já são contemplados, financiar projetos sem visibilidade proporcionada pelo mercado. As estatais, de alguma forma, já fazem isso. Agora o ponto é melhor direcionar e fazer uma discussão mais fina.

leia a íntegra da entrevista

leia também
> Estudo revela que mais da metade dos brasileiros nunca foi ao cinema ou a um museu



I Fórum Nacional de TVs Públicas

O I Fórum Nacional de TVs Públicas é uma iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura junto à Casa Civil e às entidades representativas do campo público de televisão, e tem como objetivos promover ampla discussão sobre a TV Pública e seus desafios no cenário da comunicação social contemporânea, reunindo representantes do campo público de televisão, do Governo Federal, do Congresso Nacional e da sociedade civil. Em sua primeira fase preparatória, o processo permitiu a elaboração do mais completo diagnóstico dos diversos segmentos do campo público de televisão, cuja síntese foi reunida na publicação do Volume 1 do Carderno de Debates // íntegra da edição em formato pdf.

Nesta segunda etapa, visando ampliar o arco institucional envolvido no debate, foram criados 08 Grupos Temáticos de Trabalho para aprofundarmos a discussão em torno do diagnóstico produzido. O resultado desta etapa é expresso nos relatórios finais dos GTs, que são agora disponibilizados na publicação do Volume 2 do Caderno de Debates – Relatórios dos Grupos Temáticos de Trabalho // versão integral em formato pdf.

Este documento reúne as condições ideais para a qualificação da última etapa do processo, auxiliando a preparação dos delegados para a participação nas plenárias finais do I Fórum Nacional de TVs Públicas, que serão realizadas de 8 a 11 de maio próximo, em Brasília. >> leia mais

> entrevista com o Ministro da Cultura [Terra Magazine]
> entrevista com coordenador de midias digitais do MinC [Terra magazine]

28.4.07

Pesquisa analisa candomblé com proposta antropológica inovadora

Boletim Faperj . Mônica Maia

Quais os mistérios da permanência e difusão cada vez maior de uma religião ministrada por excluídos, perseguida pelo establishment e estigmatizada como 'mágica' numa sociedade pós-industrial?
O candomblé no Brasil tem ocupado teóricos tradicionais como o francês Roger Bastide, autor de O candomblé da Bahia – clássico da sociologia das religiões publicado em 1958, que aborda o transe, a possessão e os ritos das religiões afro-brasileiras. Marcio Goldman, antropólogo da UFRJ, investiga essa área há 25 anos.
Sua tese de mestrado A Possessão e a Construção Ritual da Pessoa no Candomblé, de 1984, originou, mais tarde, uma densa pesquisa em terreiros de candomblé. Com apoio do programa Cientistas do Nosso Estado ele aborda a 'Ontologia, Epistemologia e História nas Religiões Afro-brasileiras' partindo de uma inovação teórica. Para isso o professor de Antropologia Social utilizará instrumentos originais: o arsenal de pensadores como o filósofo Gilles Deleuze, o esquizoanalista Félix Guatarri, a historiadora da ciência Isabelle Stengers, entre outros. Tudo isso somado a sua própria pesquisa de campo (em Ilhéus, no Sul da Bahia) e a aquelas de cinco alunos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ em terreiros de Valença e Caravelas, também na Bahia; no Rio de Janeiro; e em Pelotas, no Rio Grande do Sul. leia mais

23.4.07

Cronologia da Internet

A pesquisa foi realizado pelo CIBER IDEA grupo da Pós-Graduação da ECO UFRJ, coordenado por Paulo Vaz. A pesquisa cobre o período 1945 - 2001. Como a publicação eletrônica do IDEA está fora do ar, publicamos uma versão web do material. Os interessados podem sugerir acréscimos, atualizações, elos na rede etc.

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20.4.07

Concepções e práticas de gestão democrática na escola pública e a construção do processo educativo na escola básica

Luciana S. Collier [Orientadora: Dinair Leal da Hora]


A sociedade brasileira vive um momento de busca acirrada pela sobrevivência, com os indivíduos se tornando cada vez mais gananciosos e individualistas, o que acentua a exclusão social. Como não é oferecida à população igualdade nas condições de acesso à escola, ao trabalho, ao emprego, à moradia, à saúde, etc., cada um busca os seus interesses sozinho, em detrimento da coletividade. Como conseqüência, cresce a cada dia a falta de respeito entre os indivíduos. Como afirma Alencar (2002, p.40) vivemos um processo de esgarçamento social ao qual o Estado permanece indiferente. “A desumanização como caminho, a cultura egóica e o individualismo extremado como combustível. É o supremo desinteresse pelo outro, pelas relações sociais”. Este comportamento pode ser considerado como sendo uma conseqüência da ideologia neoliberal imposta pelas elites dominantes, para as quais até mesmo a idéia de nação já começa a ser dispensada.
Para Oliveira existe nas sociedades capitalistas atuais uma desigualdade no tratamento dispensado, nas oportunidades de escolha e nos direitos dos diferentes indivíduos, o que limita a possibilidade de se atingir uma sociedade igualitária onde cada um deve ter ...

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19.4.07

Educação e diversidade sexual segundo uma ótica nietzscheana

Edson B. De Menezes [Orientadora: Sílvia Pimenta Veloso Rocha]


A massificação da informação tem feito desta mais um dos elementos comuns do cotidiano, desprezível por estar sempre a mão. O conhecimento, que poderia advir da informação, é tratado como um item de mercado, seguindo as leis da oferta e da procura. A técnica, a informática, a moda, a indústria, e a ciência parecem transformar as nossas relações com o conhecimento. Somos “coleguinhas” do conhecimento, e não mais seus amigos. Não casamos mais com os livros, flertamos com eles. A contemporaneidade está marcada por um empobrecimento das relações intelectuais e culturais.
As relações sociais são formadoras destas tendências crescentes na educação, a partir das atribuições que surgem de seu próprio “modus operandi”. Estas relações dão a cada um de nós um papel bem determinado na sociedade e no sistema como um todo. As atribuições surgidas destas forças sociais são necessárias para a manutenção do “statu quo”.
Ao realizarmos uma genealogia destas estruturas, verificamos que a primeira destas atribuições surgida na “sociedade latente” é a sexual....
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Gestão Escolar Pública (A relação das equipes pedagógicas nas unidades da rede municipal de Duque de Caxias)

Aurelina J. C. Carias [Orientador: Dinair Leal da Hora]


O texto que será apresentado a seguir é um requisito para concorrer à vaga no Programa de Pós-graduação em Educação, Cultura e Comunicação, Curso de Mestrado, da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Para alcançar o objetivo proposto está divido em três partes. A primeira ontendo o histórico que situa a trajetória pessoal, escolar e profissional, relacionando com as inquietações do estudo que se pretende realizar. A segunda explicita as questões, objetivos e metodologias. A terceira e última parte constitui-se de um texto preliminar sobre objeto da pesquisa cuja questão subjacente é as equipes pedagógicas e sua relação com a escola e sua gestão dentro e para além da mesma...
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Mass Media x Cultura de Resistência: rádios comunitárias e projetos educativos/emancipatórios

Helen P. Ferreira [Orientador: Mauro José Sá Rego Costa]

Este projeto tem o intuito de levantar questões inerentes à sociedade no prisma do conceito de mass media (indústria cultural ou mídia de massa) enquanto aparelho que exerce poder sobre as massas e em modelos de rádios comunitários enquanto resistência ao monopólio dos meios de comunicação. Pensando em uma sociedade do espetáculo onde tudo que poderia ser vivenciado virou representação (Debord, 1967), atestamos no dia a dia o poder que a indústria cultural exerce sobre as massas. Programas como os de Realitys Shows transferem para o público uma sensação de poder, uma vez que o público interage e acredita que está sendo co-autor destes programas, este poder não existe, é ilusório. Estes tipos de artifícios são usados pela mídia de forma a contribuir no processo de alienação das massas. O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer, ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto...
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A educação como campo de batalha e local de seleção.

Ricardo C. De Lima [Orientador: Mauro José Sá Rego Costa]

É comum ouvirmos discursos que procuram justificar a condição de “atraso” social no qual o Brasil encontra-se à falta de investimentos governamentais na área da educação. Estes discursos são de maneira geral de caráter positivo a respeito da capacidade da educação escolar em melhorar, não só o nível de vida de um indivíduo, mas sobretudo, seria capaz de trazer melhorias sociais para a sociedade brasileira. Em outras palavras: a educação seria capaz de contribuir para a diminuição das desigualdades sociais existentes no Brasil. As constantes pesquisas que procuram medir a quantidade de aprovação, de abandono escolar e o conseqüente aumento do número de analfabetos reforçam a noção de que, se ainda somos um país em desenvolvimento isso se deve sobremaneira ao nosso défict educacional.
Desta forma a educação se apresenta como a redentora da sociedade...
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Estruturação do espaço agrário pela educação do trabalhador rural

Fabio W. Blanc [Orientadora: Isabel Brasil]

Quem se propõe a analisar os movimentos sociais no campo, atualmente, no Brasil, tem de imediato diante de si um cenário ragmentado, com diferentes ações ocorrendo ao mesmo tempo. Sobrepõem-se atores, discursos e ideologias. A terra é, historicamente, o meio de produção fundamental na agricultura. Citando José Graziano (1980, p13); é também, dada às características do capitalismo, uma “reserva de valor” contra a corrosão inflacionaria, ou seja, a terra pode vir a ser um investimento não produtivo. Além disso, assim como as
maquinas, os instrumentos e os equipamentos utilizados para a produção agrícola, a terra é um meio de produção essencial para economia rural.
Há luta, por esse motivo, sob diversas formas, além da dramaticidade de acontecimentos em todo o território brasileiro. Como disse Cândido Grzybowski (1997, p.7)
“As tensões e paixões, as esperanças e decepções, a coragem e indignação...

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Diversidade Cultural e Formação Docente no Âmbito da Educação Infantil "Programa Nova Baixada"

Yvone Costa de Souza [Orientadora: Isabel Brasil]

O projeto de pesquisa tem como tema “Diversidade e Formação docente para a Educação Infantil nas Áreas Periféricas” e, no âmbito da proposta de investigação, tem seu objeto desenhado e constituído por questões que emergem da relação entre teoria e prática pedagógica exercida neste nível de ensino da Educação Básica. Trata-se, então, de problematização engendrada no entrelaçamento da Educação Infantil frente à diversidade, tendo como foco a formação docente em relação às questões étnico-culturais, o que nos leva a entender ser esta proposta de investigação inserida na Linha de Pesquisa “Educação e Cultura” do Mestrado de Educação “Comunicação e Cultura nas Periferias Urbanas”, dentro da temática das formações, das culturas, das diferenças, e das etnias. A investigação terá o seu recorte de trabalho de campo as instituições de Educação Infantil, implantadas pelo Programa Nova Baixada (PNB)... Leia mais...

"Letramento, urgente!"

Robson Barbosa Cavalcanti [Orientadora: Amélia Escotto do Amaral Ribeiro]

Acreditamos que a educação brasileira vive um momento marcado pela preocupação crescente de toda a sociedade – e, principalmente, dos professores – em relação à necessidade de um atendimento de qualidade no ensino procedido nas escolas públicas dos âmbitos
federal, estadual e municipal. O clima de debate que visa ao esclarecimento do que seja, de fato, essa qualidade, está bastante fomentado pela presença recente, no cenário educacional brasileiro, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº. 9.394, de 20/12/96) e dos Parâmetros
Curriculares Nacionais. A opinião leiga do que representa uma “escola boa” – felizmente – desmoronou perante a parcela consciente dos profissionais que atuam na educação pública, em função da experiência própria da grande maioria dos docentes que atuam em sala de aula. Muitos de nós fomos alunos de escolas nas quais as crianças provenientes das classes ditas populares eram vítimas do preconceito, da intolerância e da arrogância dos profissionais do magistério.
Ficávamos por volta de quatro horas sentados, a copiar os “deveres” do quadro de giz e
ameaçados de castigo, caso ousássemos interagir ... Leia mais...

Educação, Corpos, Sexualidades e Prazeres: A Construção das Educação, Corpos, Sexualidades e Prazeres: Identidades Sexuais em Questão

Paulo Melgaço da Silva Júnior [Orientador: Antônio Flávio Barbosa Moreira]

O presente anteprojeto pretende investigar historicamente como se desenvolveu o processo de Educação Sexual através dos tempos. Com isso, analisar como as diversas identidades sexuais (em especial a homossexual) foram definidas, construídas, legitimadas e/ou negadas a partir das relações de poder e saber, para em seguida confrontar com as atuais propostas preconizadas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), as leis que dão autonomia ao sujeito (Direitos Humanos) e as iniciativas realizadas pela Secretária Municipal de Educação de Duque de Caxias no período de 1998 aos dias atuais.
O Problema: Questão central: Como os mecanismos de poder e saber interferem ou determinam o processo de construção e legitimação das identidades sexuais a partir das propostas de Educação sexual preconizadas pelas escolas? Leia mais...

18.4.07

Movimento HIP-HOP e Afirmação de Identidades

Luciana Rocha Bezerra [Orientadora: Sílvia Pimenta Veloso Rocha]

Em meados dos anos 70, o hip-hop surgia no subúrbio de Nova York, como uma resposta aos problemas sociais enfrentados por moradores de tal comunidade. Tratava-se de uma cultura de rua com uma base sólida na manifestação política, tendo em vista seu forte caráter reivindicatório. Em relação ao cenário mundial, o hip-hop surge no contexto do progresso industrial, na era da abundância e consumo, de grandes grupos e dominação, como uma ideologia, uma forma de contestação e reivindicação da realidade do cotidiano das classes menos favorecidas. Pode-se dizer que o hip-hop é um movimento sociopolíticocultural, ele tem sua própria identificação, trabalha em prol da luta contra a desigualdade, tem seus próprios traços culturais e é todo político, sendo seus elementos expressivos dessa manifestação. Da moda ao ativismo, da atitude à música e ao discurso sociopolítico, vemos emergir novos sujeitos do discurso ... Leia mais...

O Direito à Educação e as causas do Fracasso Escolar: a Vulnerabilidade Social de Adolescentes de Baixa Escolaridade

Izabel Cristina Lucas Barreto da Silva [Orientadora: Maria Isabel Ramalho Ortigão]

No Brasil, após o advento da Constituição Federal de 1988, fala-se muito nos direitos e garantias gravados na Carta Magna, sendo certo que os debates e a mobilização social ocorridos na época da preparação do novo texto constitucional levaram a população brasileira a assegurar, através de seus representantes parlamentares, direitos sociais importantes. A Lei Maior brasileira, nos seu artigo 205, assim refere-se à educação: Art.205 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. É importante salientar que o capítulo que trata da educação, da cultura e do desporto na Constituição Federal está inserido no título VIII, denominado da ordem social. Ora, nas entrelinhas podemos perceber... Leia mais...

Cotidiano escolar: histórias de uma escola cidadã e seus embates políticos e pedagógicos por uma educação pública de qualidade e inclusiva.

Débora Marques Rodrigues [Sônia Regina Mendes dos Santos]

Duque de Caxias é um município independente desde 1947, quando se desmembrou de Nova Iguaçu, sua história é marcada por embates, disputas , resistência e sobretudo pela indiferença das classes dominantes detentoras do poder. Os Tupinambás que saíam de sua aldeia Jacotinga às margens do Rio Igoassu, viram suas terras invadidas por um povo que vivia do açúcar, escravizava africanos e rezava para um Deus diferente dos seus. A região que a princípio era conhecida por Igoassu, viveu situações, das quais possuímos poucos registros, o início do desmatamento, a exploração humana, a fuga de seus habitantes para as serras e seu rápido desaparecimento , o desrespeito às diferenças
culturais, foram os efeitos da chegada do mundo europeu e suas conseqüências sentimos até os dias atuais. A história da região que deu origem ao município, se inicia com a sesmaria ... Leia mais...

Rádio, Telefone e Internet: Hibridismo Tecnológico a Serviço da Educação e Cultura em Duque de Caxias

Carlos Alexandre Pereira de Moraes [Orientador: Maurício de Albuquerque Rocha]

A atual perspectiva do fazer rádio, trazida pela consolidação dos recursos multimídia, remete a produção radiofônica a uma importante releitura de sua técnica em relação às novas tecnologias de gravação, reprodução e interatividade, na qual o conjunto estético da mensagem se entrelaça entre o meio e a produção desta mensagem. Desta forma, ao se considerar o rádio como sendo um meio de comunicação, pode-se pensar sua articulação com a telefonia e a Internet com vistas a trabalhar a voz, as sonoridades, as palavras e os textos como uma extensão codificada digitalmente, de suas ondas de transmissão, possibilitando assim um alcance interativo em proporção global ao materializar sua presença sonora tanto em receptores analógicos (aparelhos de rádio AM e FM – mesmo extremamente condicionados à potencia de transmissão da emissora local – quanto nos receptores digitais (estações de rádio on-line a serem sintonizadas por intermédio de computador em qualquer lugar do mundo e, em players digitais portáteis integrados à tecnologias do tipo wireless). Leia mais...

Mal-Estar na Prática Docente: Como os educadores lidam com as diversas mortes que assolam sua prática?

Bárbara Andreza Moreira de Alcantara [Orientador: Henrique Garcia Sobreira]

O pré-projeto abordará questões relacionadas ao clima tenso que assola o exercício docente e a possibilidade de superação pelos próprios educadores. Os docentes vivenciam experiências difíceis e que extrapolam as tradicionais queixas a respeito de baixos salários, péssimas condições de trabalho e outros. Os obstáculos são de outra natureza e ainda mais complexos que os mencionados. Um deles remete às conseqüências do fim da reprovação dos alunos em determinadas séries, em redes de ensino como a municipal do Rio de Janeiro. Alguns professores afirmam que essa regulamentação comprometerá o bom desenvolvimento do ensino e conduzirá os discentes a desacreditarem na importância da escola. Essa afirmação seria pertinente? A morte simbólica da reprovação realmente atribularia a educação nessas redes de ensino? Como os educadores lidariam com a nova realidade educacional? Existiriam outras “mortes” a dificultar a prática docente? Essas e outras questões nortearão o pré-projeto, cujo objetivo será analisar as alternativas dos professores às mortes pelas quais “experimentam”. Leia mais...

Quem tem medo de quem?

Angela de Oliveira Baldino [Orientador: Henrique Garcia Sobreira]

A partir dos finais do século XIX, após um período de grande riqueza e fertilidade, baseada na atividade agrícola e nos portos de escoamento de mercadorias, café e ouro, a Baixada Fluminense entra em decadência. O assoreamento dos rios causado pelo desmatamento, as febres palustres e o fim da escravidão apressaram a decadência econômica da Baixada, o que levou a população em busca do Rio de Janeiro ou outras áreas produtoras para sobrevivência. Outros fatores que levaram à decadência foram as oscilações do mercado mundial com as guerras, as técnicas impróprias para o cultivo e a valorização de terras para fins urbanos após o saneamento, deram origem à queda da citricultura nesta região, dando lugar às “cidades dormitórios” de uma população que se deslocavam para o Rio de Janeiro, diariamente, em busca do mercado de trabalho. O processo desenvolvimentista inaugurado com a revolução de 1930... Leia mais...

"O racismo não existe!" Discursos antagônicos de professores em sala de aula.

Ana Paula de Araujo Gomes Carvalho [Orientadora: Maria Isabel Ramalho Ortigão]

Foi pelo interesse de compreender a complexidade social na qual estamos inseridos que percebi em minha prática a necessidade de repensar a educação e a formação dos professores em suas diversas óticas e dimensões, considerando-a em sua natureza histórica, de construção e de movimento.
Minha graduação em História nos anos de 1992 não era suficiente para compreender e propor ações no cotidiano escolar, na qual me vi envolvida, atuando como docente desde o ano de 1988. Também minha experiência anterior como adolescente e jovem sempre envolvida em movimentos sociais de formação da juventude (Pastoral da Juventude – PJ, Movimento de Oásis, Movimento Juvenil, grupos de reflexão/discussão da realidade), não dava conta da realidade e dos desafios profissionais e humanos vividos naquele momento e também de uns três anos para cá. Baixada Fluminense, lugar de amigos, solidariedade, histórias e memórias, porém, tido como cidade dormitório, há 40 Km do centro do Rio de Janeiro, local sem opções de trabalho, sem produção cultural, sem histórias positivas. Leia mais...

As Atividades de Leitura e Escrita Propostas pelos Professores do Ciclo de Alfabetização que Participaram do Programa FAP

Alexandre Viana [Orientadora: Amélia Escotto do Amaral Ribeiro]

• O objeto: a pesquisa a ser desenvolvida tem como objeto as práticas de leitura e escrita segundo concepções do programa FAP (Formação em alfabetização Plena) da Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias.
• Questão: Em que medida as atividades de leitura e escrita propostas pelos professores do ciclo de alfabetização da rede municipal de Duque de Caxias que participaram do programa FAP revelam as concepções sistêmicas por ele abordadas?
• Categorias a serem investigadas:
1. Tendências atuais nos estudos sobre leitura e escrita;
2. Aspectos teóricos da leitura e escrita contemplados pelo programa;
3. Práticas de leitura e escrita dos professores. Leia mais...

A Cultura do Rap como agente modificador da realidade

Alexandre Castro [Orientadort: Mauro Jose Sá Rego Costa]

Meu interesse pela música teve início em 1985, quando, por obra de minha mãe, tive entrada na FUNABEM1. Se não fosse levado ao Juizado de Menores2, da Praça XI, eu não teria a oportunidade de conhecer aquele universo de clausura, odiado num primeiro momento. Após um longo período de adaptação – cerca de seis meses – acabei me familiarizando com a idéia do “exílio” compulsório. Passei a me dedicar às rotinas impostas pela diretoria da unidade e suas atividades propostas. Dentre tantas oferecidas, acabei me identificando com a Banda de Música. Lá tive a oportunidade de estudar o universo musical e posteriormente tocar instrumentos. Comecei tocando clarinete, passei para a requinta e finalmente fui agraciado com o saxofone alto. Naquele momento eu só respirava música, pensava até em ser músico profissional. O dia que a Banda dos Fuzileiros Navais nos visitou foi o máximo, meus olhos brilharam com uma intensidade absurda, uma sensação nova que jamais houvera experimentado. Leia mais...

O rádio educativo no Rio de Janeiro em dois tempos: análise comparativa

Adriana Gomes Ribeiro [Orientador: Maurício de Albuquerque Rocha]

Este trabalho tem como objetivo comparar a utilização do rádio como veículo educativo no Rio de Janeiro, traçando um contraponto entre a primeira experiência de rádio-escola do município, desenvolvida na década de 1930, e três experiências contemporâneas, exercitadas por instituições de caráter diverso, porém, complementares: uma ONG produtora de programas de rádio para rádios comunitárias; uma rádio comunitária modelo; uma rádio escolar. Pretende-se apreender, de cada uma dessas experiências, suas motivações, formas de ação, atores sociais envolvidos e sua bagagem cultural. Uma das questões fundamentais do trabalho é descobrir de quê maneira é exercida a prática educacional em cada uma das experiências e qual ideologia carregam. Também é objetivo desta pesquisa, descobrir pontos de interseção entre essas experiências, tentando apontar caminhos para um trabalho integrado dos atuais produtores de mídia educativa.
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